quarta-feira, 18 de agosto de 2010

[EM OFF] Estou de volta!


 Cara, que saudades! É, eu sei, as reviews deram uma paradinha de saírem do forno principalmente devido há uma viagem pra Fortaleza de férias que tive. Okay, não foi lá uma viagem "de férias", porque aconteceu muita coisa ruim, mas detalhes. Isso aqui vai me ajudar ainda mais a esquecer os acontecimentos ruins e me concentrar no que eu mais gosto de fazer: Criticar. Que amor de pessoa eu sou, né? haha.
    Bem, muitos capítulos se passaram, que ÓBVIAMENTE, eu os assisti, mais não irei criticá-los simplesmente porque senão teria acumulado toneladas de coisas pra escrever. Por isso, vou voltar a criticar os episódios que forem saindo a partir de
 hoje.

P.S: Espero que tenham gostada da review da Pat, outro membro da nossa equipe, ela fofa, doce e escreve tão bem/melhor do que eu, beijos. 
Ela é incrível, vou puxar o saco mesmo.
P.S²: Nas minhas reviews, eu vou utilizar um novo sistema de notas, que vocês logo vão se acostumar, hope you like it!

C
omo por exemplo... 
  

quarta-feira, 28 de julho de 2010

[REVIEW] Mad Men 4x01: Public Relations.

  Depois do season finale - e também na minha visão o melhor e mais emocionante episódio de Mad Men já escrito, "Shut the door. Have a seat." Mad Men voltou domingo dia 25 com a quarta temporada, e voltou não exatamente onde parou - a impressão é que eles fizeram alguns progressos enquanto estavamos esperando eles voltarem. É dia de ação de graças, em 1964. Don Draper tem um apartamento absurdamente escuro onde ele mora agora que não está mais com a Betty, que está tentando se adaptar a família não muito receptiva de seu novo marido. Ter uma filha rebelde que quer o pai de volta também não ajuda. A nova agência de publicidade que eles formaram tem só um andar, o que gera inúmeras piadas ao longo do episódio e, basicamente o que vemos é que eles estão lutando para se acostumar com o fato de que, agora, ser criativo não é tudo, é preciso cuidar do ORÇAMENTO limitado.
 Don Draper se acha o biscoitão do pacote e torna isso muito difícil, principalmente ao perder a oportunidade de se promover e promover a empresa em um artigo de jornal que tentam escrever sobre ele mas que ele não colabora com informações, afinal, Don Draper - e nós sabemos - não fala sobre sí já que ele é do meio-oeste. (e não é Don Draper, e sim Dick Whitman. tem isso também)



Há alguns personagens novos, funcionários da empresa em sua maioria, que parecem muito simpáticos e não chamam a atenção negativamente como personagens novos geralmente fazem. A nossa - minha, ao menos - reação de "Você não era dai e eu não gosto de você" não acontece. Todos parecem bastante simpáticos e convincentes. E há um encontro que Roger arruma pra Don com uma mulher que não poderia ser mais parecida com a Betty. Se Don Draper realmente continuar saindo com essa mulher, a menos que ela se mostre ser inteiramente diferente do que ela aparenta ser, teremos Betty 2.0 - A missão.

  Peggy mais uma vez mostra que ela tem talento pra publicidade, é criativa e pensa como publicitária das melhores, o que Pete tem talento para - além de fazer um social - botar tais idéias em prática ainda que elas sejam contra os ideais de Draper.

No caso a idéia foi contratar atrizes para brigar por um presuntão, ir parar no jornal, e promover o produto. Draper aprova? não. Funciona? bom, sim. Alguém mais ficou pensando como seria o gosto daquele apresuntado de latão chamado Sugarberry?




Uma das minhas personagens preferidas, a secretária Joan, volta em poucas cenas, mas como sempre foi. Discreta, MUITO boa no que faz e meio que sem querer, afinal o que ela realmente tem em mente é ter uma linda família.

 Uma das coisas que percebemos sobre Joan é que ela, diferentemente da Peggy, é boa no que faz sem precisar lutar por uma posição ou demonstrar eficiencia. Ela simplesmente é indispensável, casualmente, porque no fundo as ambições dela não estão na agência. É aquela velha história do "Eu sou boa em algo mas quero outra coisa, o que me torna melhor ainda já que eu não sou desesperada pra subir no emprego."

Sem contar que ela é absurdamente linda e charmosa. Estaria ela bem com aquele horrível médico incompetente que não percebe o quanto ele tem sorte da Joan gostar dele? Tenho minhas dúvidas depois de ela ter jogado aquele vaso (ou era uma garrafa?) na cabeça dele.




 Para terminar, Public Relations é sobre, bom, Relações Publicas. Ou a completa falta de tato de Don Draper com as relações publicas, e os esforços que ele estará disposto a fazer agora que tais relações são essenciais para a existência da agência. E que venha o próximo episódio!

[APRESENTAÇÃO] Olá, e um pouco sobre Mad Men.

                               

Olá! =D
Meu nome é Patricia, eu sou amiga do Rafael Trinta e estarei escrevendo, sempre que possível, comentários sobre os episódios de Mad Men, da AMC. Eu não sou crítica de seriado, eu nem sei se isso existe, mas eu gosto de comentar coisas que são pouco convencionais. Então se você gosta de comentar sobre o que as pessoas dos seriados vestiam, comiam, e como elas usavam canetas penduradas no pescoço, bom, talvez você goste das minhas reviews!

  Se você nunca viu Mad Men e não sabe sobre o que ela é, eu vou primeiro dizer que não é comédia e não é sobre um homem louco - não literalmente embora essa afirmação possa ser contestada depois de se conhecer alguns personagens da série que é, na verdade, sobre os homens de Madison, a avenida conhecida nos Estados Unidos por ter os prédios onde empresas de publicidade começaram a mudar a forma como viamos - e consumíamos - nos anos 50. A série é sobre os homens e mulheres da publicidade, nos anos 50/60.

  A série se passa em uma agência de publicidade, e em como os funcionários (publicitários, artistas, secretárias, etc) se relacionam, o que na minha opinião é um barato.

  Quando se trata de Mad Men, observe, ele não está tentando fazer você acreditar que é 1960, simplesmente é 1960. Isso é o que mais me atrai na série, e ela não está julgando moralmente enquanto apresenta pra você o que acontecia nos bastidores da Avenida Madison, o berço criativo da publicidade dos anos 50, ela simplesmente te mostra como só alguém que vive naquela própria época veria. Você está envolvido demais para criticar, você apenas quer entender aquilo que é, claramente, o inicio do que hoje conhecemos muito bem, de até onde a publicidade vai para vender produtos e estilos de vida.

  Se a cada comentário de caráter duvidoso como o famoso "esta máquina foi feita de forma que até uma mulher pode usa-la" ou "Temos que levar os cigarros de volta aos filmes" fosse feita uma breve descrição da - ausência de - moral explícita em argumentos, Mad Men falharia miseravelmente porque isso é o que o difere de outras mídias desta época, que transbordam de tentativas histéricas pra atrair a atenção para o espírito daqueles anos e de como, supostamente, estamos muito melhores agora obrigado.

  Os diálogos de Mad Men são tão casuais e ao mesmo tempo parecem tão genuínos, bem como a forma dos personagens verem o mundo, que você não se pega pensando "Oh isso está ai para nos mostrar como era naquela época". Um exemplo clássico é visto com o cuidado com os detalhes: Sim, é 1960, mas os móveis e as roupas não são de 1960, porque pessoas normais usavam coisas dos anos 50 e só iriam adquirir tais coisas novas depois de vários anos, como todos nós fazemos!

 Se você não viu Mad Men, dê uma chance. O mínimo que pode acontecer é você aprender um pouco sobre como as agências de publicidade pensaram - e pensam, até hoje. E rir, porque apesar de não ser comédia, Mad Men tem um humor único.
 E, se você já viu e acompanha, que venha a 4 temporada, SWELL.

Você poderá ler a review de Mad Men 4x01 no post: [REVIEW] Mad Men 4x01: Public Relations.  

terça-feira, 20 de julho de 2010

[REVIEW] Drop Dead Diva - Senti-Mental Journey


          Família. Sempre a manteiga do nosso pão de forma; o queijo da goiabada; o toucinho da feijoada e quinhentas outras referências culinárias que me lembram tanto nossa querida Jane. Epa! Não que eu tenha algo contra essa protagonista charmosamente acima do peso – até porque o blogueiro aqui não é lá dos mais magrinhos, hahahaha! – mas não dá pra falar de Drop Dead Diva sem falar de comida às vezes (“Estética” é um tema recorrente na trama). Mas, sinceramente, antes da família completar qualquer coisa da nossa vida, ela causa muito problema. Ah! Isso sim. E em Senti-Mental Journey a irreverente mãe de Jane, interpretada pela engraçadinha Faith Prince, reaparece trazendo como sempre, mais um problema: Além de ser presa por atentado ao pudor, revela sofrer de bipolaridade. E claro, o traz o fator ”pé-no-saco” pra pobre protagonista sofrer durante o episódio.
         Drop Dead Diva agora se livrou de todas as amarras deixadas pela temporada passada, já que Tony saiu do seriado. Logo Jane está solteira, Grayson está solteiro e como um mais um dá dois... Tcharam! O roteiro volta a empurrar o “casal principal” de volta. Não sabemos ainda se Grayson sem-sal – me perdoem fãs do coitado, mas vai me dizer que ele é o mestre da personalidade? Hahahahaha! – está realmente afim de dar uma chance para sua parceira de trabalho, mas que é possível que esteja mais próximo de acontecer um tão esperado primeiro beijo, ah, isso está. Devemos admitir que o que o personagem não tem de graça, tem de beleza. Jackson Hurst é um dos melhores mocinhos da TV Americana nesse quesito, de acordo meninas? Hehe.
       Bem, o episódio em si foi bem descompromissado. Fechou-se mais no drama da mãe instável e na, finalmente, aparição do pai de Jane, que sinceramente, foi verdadeiramente arremeçado na trama. Ele apenas largou a mãe da Jane porque ela era louca, é isso? Tirando isso ele não tinha nenhuma outra característica especial? Ai, ai, comédias românticas e seus personagens unidirecionais e extremamente irrealísticos. Espero que reconstruam ele mais tarde. Afinal, houve um reencontro pai e filha que foi realmente POUCO aproveitado!
      Além disso, Fred parece que além de ser o vouyer da relação Kim e Parker, também pode arranjar suas... Escapadinhas.  No meio das aulas de direção ministradas pela irônica Teri, – Okay, admito que ela como personagem cômica funciona muito bem. – Fred é parado por uma policial que... Adivinhem só? O chama pra sair. E ela não era pouca coisa não, hahahahaha! Mas claro que ele ia dar aquele fora no final pela sua honestidade inconveniente. Mais que é fofo o amor todo dele pela Stacy, vamos combinar né? S2 para eles.
       Drop Dead Diva mantém-se com sua regularidade de passo de tartaruga, mas que dá muito certo na trama. Como não é uma série de 45694877894 surpresas, pelo menos que os clichês sejam bem trabalhados não podemos reclamar. Garante boas risadas durante o epis –  Jane e a Mama cantando “Walking On Sunshine” foi totalmente comercial de pasta de dente! – e com certeza alguns suspiros de “Beija ela logo, porra! DDD entrega mais um capítulo decente desse víciozinho leve que não consegue nos desgrudar da tela!
   
     
 
     

sábado, 17 de julho de 2010

[REVIEW] Persons Unknown. - Incoming.



      Há um lobo em mim, presas apontando para as feridas dilaceradas. Uma língua vermelha na carne crua e lambendo o sangue quente. Mantenho esse lobo porque a insensatez me deu. E a insensatez não o deixará ir embora. Há um babuíno em mim, garras clementes, cara de cachorro, balbuciando que o idiota está com fome.  Tenho um zoológico. Tenho uma  jaula no meu... “Porque sou o guardião do zoológico, eu digo sim e não, canto e mato, amo meu trabalho.” - Carl Sandburg.  
     Começo filosófico para mais um episódio de Persons Unknown. Principalmente quando uma nota de análise jaz enquanto o “guardião do zoológico” vigia cada um dos seus animaizinhos recitando poesias. Janet, Graham, Moira, Charlie... Um lobo em frente a desordem, com uma ira insensata e completamente incontrolável escondida dentro de si. Logo foca em Liam, o qual o japonês misterioso  continua a divagar, falando sobre um babuíno, perceptivelmente inseguro e estupidificado, se exasperando em busca de atenção. Seria uma conexão há cada personagem? Um simples jogo imagem – palavras talvez. Indo um pouco mais longe, seria a cidade um “campo de teste”, onde o que é que esteja por traz disso apenas busca reações de cada um de seus experimentos, seus ratinhos de laboratório, em busca de certa meta ainda não explicada?
    Mas não vamos perder tempo em apenas os primeiros 3 minutos do episódio. Incoming finalmente - parece que todo mundo estava esperando por esse momento Jogos Mortais! – mata um de seus “participantes”: A loirinha (Sempre quem morre primeiro em filme de terror? A loira burra. Ignore esse comentário, hahahahahaha! ) Tori.  E com um jogo de manipulação de imagem à lá ditadura militar, Moira foi levada a acreditar que Tori ainda estava viva e ti voltou para seu pai.  Na verdade, Moira mais uma vez se revela como uma das personagens mais sagazes entre todos. Analisa as informações, faz quadros de investigações CSI em seu quarto e finalmente, suspeitou de Joe e suas desaparecidas misteriosas... Tudo sem perder a pose de personagem inofensiva.  
      Falando em capacidade de  ser ofensivo, diz o ditado que o que se perde, se ganha. E com a ida de Tori, uma  nova personagem foi jogada na trama e ela não poderia ser mais perigosa: Tatuagens de prisão, porte musculoso, olhar intenso... Erika é a mais nova presa na cidade. E sinceramente? Ela já me conquistou como sendo minha personagem preferida. Conseguiu quebrar o já extremamente entediante clima morno de chove-não-molha que PU tinha caído nos últimos episódios. Correu como se estivesse em liquidação da C&A, com habilidades físicas surpreendentes – Close nos golpes que ela deu em Liam, quem não riu daquilo? Merecido! – até ficar presa em um cofre de banco com Janet. No qual a cena mais tensa do episódio aconteceu: Uma conversa entra Janet e Erika. Em um começo primeiramente assassino, revela-se que Erika também é uma mãe. E logo acontece aquele momento de aproximação entre as duas, como a famosa ligação que as mulheres que são mães costumam ter. Palmas para a a atriz Kandyse McClure, que mostra uma personagem aparentemente bem aprofundada e, provavelmente, uma das mais “acreditáveis” do grupo.
      Uma amizade entre Erika e Janet, Graham e Moira discutindo sobre Joe, Liam cada vez mais sendo excluído socialmente do grupo. ... Quais serão os próximos passos da série? Com certeza as novas reviravoltas ajudaram a reavivar a trama, aumentando a velocidade do decorrer dos fatos e, principalmente acordar o telespectador do coma que estava jogado anteriormente. E você, quais são suas novas apostas? O zoológico está aberto.

P.S: Eu não falei na trama “o lado de fora” simplesmente pela falta de interesse mesmo. Os fatos que acontecem por lá, tem ápices um tanto esperados, como o de que o pai de Tori sabia da existência dessa organização ou o encontro do ex-marido de Janet com a filha. Mas nada que exija muitas explicações.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

[REVIEW] True Blood - 9 Crimes

                   E  quando pensávamos que a temperatura da série seria sempre abaixo do zero, o calor dos lobos chega para esquentar a todos. True Blood é uma série de tremendo sucesso da HBO que conquista o público adulto (e obviamente, o jovem já que estou aqui revisando em cristo a série.) por trabalhar com a fantasia dos vampiros em uma realidade alternativa extremamente complexa. Conhecida por sua maturidade, violência, questionamento religioso e pornografia pesada, True Blood oferece os mais diferentes ensinamentos mundanos sobre a vida. Isso sem contar no fato de que é, adequando ao palavreado “característico” da série, um puta entretenimento. E a terceira temporada eleva tudo para um novo patamar de guerras entre províncias, triângulos/quartetos amorosos e muita, – me desculpem, mas não dá pra falar dessa série sem entrar inteiramente no seu universo lingüístico, se é que me entendem. - MUITA sacanagem.
               9 Crimes” já começa com o que toda garota tava mais do que esperando desde que as fotos do Joe Manganiello foram divulgadas como o ator de Alcides: Vê-lo sem camisa. E se me permitem comentar, alguém realmente se decepcionou muito? Até Anna Paquin apresentou uma química assustadora no perpassar da cena, a voz tremia com perfeição, os olhares nervosos e com medo, a falta de ar... Okay que muitas pessoas podem comparar aquela ceninha do “It’s a werewolf thing” com Crepúsculo, – vejo pedras voando em minha direção em 1, 2... - mas sinceramente, levantar a atuação de Taylor Lautner e Kristen Stewart com a de Anna Paquin e Joe Manganiello? Fail. Mas o que mais dizer do novo personagem Alcides? Ele é pavio-curto, durão, esquentado – sem trocadilhos, people! – e carente, e já o vemos sofrendo pelo término do namoro com a sua ex, Deb.  Own.
             E parece que não é só ele que está sofrendo com términos de namoro... Pois é, Sookie acaba de ser chutada por Bill. Num daqueles momentos que você tem vontade de trucidar uma pessoa – Quem suporta a Lorena? – Sookie recebe uma ligação por telefone do seu namorado seqüestrado dizendo que não quer que ela o procure mais. Frio, ardiloso e rápido. Uhhh. Mas como a loirinha de dama indefesa não tem nada, ela decide continuar assim mesma, e ao descobrir pela Irmã de Alcides que a festa de noivado de Deb é na verdade, um ritual de iniciação dela no grupo de lobisomens viciados em V, arquiteta um plano James Bondiano. E hey, quem nunca queria ver Sookie em um visual mais bad girl, huh? Hahahaha.
          Mais do que isso, a festinha de noivado nos mostra uma grande surpresa: Vampiros e lobisomens se dando bem! Ou melhor, um vampiro comandando uma legião de lobinhos. Tsc, tsc... Esse sangue de vampiro deve ser dorga boa, huh? E aparentemente há ainda muita coisa por trás disso. Os personagens dos lobisomens realmente fazem o semblante que imaginaria fortes, brutos, grossos... Até as mulheres! Mas ainda não sabemos se garotas também podem ser lobos, já que não foi mostrado no episódio diretamente.
       Quanto aos outros personagens, as tramas se desenrolam estritamente separadas, praticamente fazendo a terceira temporada de True Blood virar cinco tramas ao mesmo tempo: Sookie e Alcides, Bill seqüestrado, Eric e Pam, Tara e o vampiro do mal, e os personagens do Merlotte’s.  Não sei ainda se isso é uma coisa boa ou ruim, desconstruir a organização de True Blood tanto assim, mas ainda não vi pontos realmente negativos nisso.
     Eric passa por um momento muito tenso para os seus mil anos de vivência. Paixão. E pior ainda... Por uma humana. E na cena do delírio do vampiro com a vitaminada Sookie – que belo corpo, Anna! – vemos o quanto é compreensível a quantidade de fãs do Team Eric. E somado a distração dele, um novo problema surge no seu universo profissional: O magistério descobriu que vossa Majestade é uma rede de tráfico de V. É incrível ver o quanto eles REALMENTE criaram um universo vampiro alternativo, colocando até DEFEITOS político-sociais em sua formação com algo tão reconhecidamente humano – o tráfico de drogas. E o que dizer mais? Pobre Pam, será que eles irão quebrar mais um sapato dela?
     Tara parece um imã para caras errados, fala sério! A mulher simplesmente tropeça no perigo e pior que eu me identifico muito com isso, hahahaha! Apesar de que não sabemos exatamente o que o vampiro está em busca, com certeza é algo pros lados da Sookie. Bill se mantém em sua tristeza e o grande destaque é em sua cena final, no qual ele percebe que aos poucos, volta a sua origem carnal e monstruosa de um vampiro sem coração. O sangue caindo pela fresta da limosine deu um clima realmente dark e o acabamento na atuação de todos os três atores foram perfeitos. Minha cena preferida do episódio provavelmente.
    Já o Merlotte’s se divide em vários pequenos casinhos, de a família PODRE do Sam da tensão entre Jason Stackhouse e o xerife, ou deveria dizer, a chantagem? Essa parte da trama, se devo comentar, é a mais whatever de todas – Em meio a densidade em que estão as outras, essa perde levemente o brilho. Mas não chegam nem PERTO de ser ruim, claro. True Blood apresenta um roteiro bruscamente refinado e é difícil, ao meu olhar amador, realmente analizar algo tão bem construído como a criação de Alan Ball. Então não se surpreenda se as reviews não passarem de 509685094 maneiras de elogiar esse seriado e apontar ligeiros e mínimos defeitos da trama. Mas nada que vai fazer você parar de ver essa obra-prima do clássico dos vampiros do séc. XXI. 

segunda-feira, 12 de julho de 2010

[REVIEW] Rookie Blue - Mercury Retrograde

      
      
    O que dizer? Decepção, caso tedioso, decepção, personagens chatos, decepção, muitos minutos de tédio, decepção e... O que mais mesmo? Ah sim, decepção. Mas porque ser tão direto assim desde o começo do texto? Oras, porque quando você tem um pilot tão bem construído, cheio de boas referências e qualidade como Rookie Blue teve e, já no segundo episódio, a qualidade já cai consideravelmente... Bem, você fica um tanto puto, se me permite ser um pouco mais vulgar. A audiência já tropeçou de 7.25* para 6.84 e mesmo sendo uma  leve caída não me surpreenderia se a situação piorasse um pouco mais no próximo episódio. Isso claro, se o roteiro não der um up e voltar pra o que a premissa havia TÃO SÁBIAMENTE prometido.
      Mas bem, chega de introduzir a review tão cabisbaixamente assim, até porque o episódio não foi RUIM, mas sim broxante se comparado com o anterior. Vou logo pros pontos negativos antes de tentar melhorar a pintura que estou fazendo da coisa, hahahaha. Antes de qualquer coisa, parece que simplesmente sumiram com a abordagem “narração em OFF” e “prólogal” que ajudava muito a manter a série excitante. Simplesmente NEM pareceu que aquele era o segundo dia de trabalho deles! Não tentaram colocar mais problemas pessoais pra eles, não estenderam a lapidação das personalidades de cada um - algo ESSENCIAL para a futura identificação do público com o seriado - e tirando pequenas e mínimas referências de que ainda estavam se adaptando, a rotina dos 4 policiais foi... Como a de qualquer episódio de série policial. O que, venhamos e convenhamos, é a meta que QUALQUER programa do gênero hoje em dia deve seguir.
                O cliffhanger foi simples: Uma informante que deve ser mantida em segurança de um mafioso perigoso. Os tutores foram trocados, e como o Sam voltou para largou o trabalho de policial em disfarce, voltou a ser submetido às ruas e sua parceira novata... Quem mais do que sua nova rixa Andy McNally? Apesar de uma idéia esperada, porém aceitável, conseguiram NÃO trabalhar bem com isso também, acelerando o relacionamento e... OMG, adivinhem só, eles já QUASE se beijaram no segundo episódio! Que romântico!... Not. Mas para não dizer que foi uma shit a química Andy/Sam, ambos tem potencial  interpretativo e são disparadamente os melhores atores dali.
               E... Err, isso foi o mais importante do episódio. Espera... Estou esquecendo alguma coisa! Hmmmm... Ai está quase chegando... Lembrei! HÁ OS OUTROS TRÊS POLICIAIS NA TRAMA. A gente esquece tanto deles já que o enredo parece escrito às pressas e completamente sem emoção. Bem, um sofreu por ter complexo de ser nanico – Dov Epstein – e prendeu o traficante da cobra na testa usando o tapão nas orelhas. Mas ai a Gail roubou seu traficante, já que é a mais traiçoeira de todas. Já o Chris continuou sendo o manual de instruções do grupo e a Traci simplesmente rodopiou com o namoradinho dela que a favorece por ser um detetive. Tédio, tédio, tédio.
                        Qual o ponto que eu quero chegar? Simplesmente que a trama se desestruturou completamente em Mercury Retrogade, perdendo boa parte do que havia de atrativo em Fresh Paint. Parece que mudaram o roteirista de um episódio pra o outro, e Rookie Blue virou “Série de casos policiais genéricos”.  E por mais que ainda continue sendo algo assistível, lhe dá um pouco de pena dos 40 minutos que poderia ter passado, não sei, limpando seu quarto talvez?