E quando pensávamos que a temperatura da série seria sempre abaixo do zero, o calor dos lobos chega para esquentar a todos. True Blood é uma série de tremendo sucesso da HBO que conquista o público adulto (e obviamente, o jovem já que estou aqui revisando em cristo a série.) por trabalhar com a fantasia dos vampiros em uma realidade alternativa extremamente complexa. Conhecida por sua maturidade, violência, questionamento religioso e pornografia pesada, True Blood oferece os mais diferentes ensinamentos mundanos sobre a vida. Isso sem contar no fato de que é, adequando ao palavreado “característico” da série, um puta entretenimento. E a terceira temporada eleva tudo para um novo patamar de guerras entre províncias, triângulos/quartetos amorosos e muita, – me desculpem, mas não dá pra falar dessa série sem entrar inteiramente no seu universo lingüístico, se é que me entendem. - MUITA sacanagem.
“9 Crimes” já começa com o que toda garota tava mais do que esperando desde que as fotos do Joe Manganiello foram divulgadas como o ator de Alcides: Vê-lo sem camisa. E se me permitem comentar, alguém realmente se decepcionou muito? Até Anna Paquin apresentou uma química assustadora no perpassar da cena, a voz tremia com perfeição, os olhares nervosos e com medo, a falta de ar... Okay que muitas pessoas podem comparar aquela ceninha do “It’s a werewolf thing” com Crepúsculo, – vejo pedras voando em minha direção em 1, 2... - mas sinceramente, levantar a atuação de Taylor Lautner e Kristen Stewart com a de Anna Paquin e Joe Manganiello? Fail. Mas o que mais dizer do novo personagem Alcides? Ele é pavio-curto, durão, esquentado – sem trocadilhos, people! – e carente, e já o vemos sofrendo pelo término do namoro com a sua ex, Deb. Own.
E parece que não é só ele que está sofrendo com términos de namoro... Pois é, Sookie acaba de ser chutada por Bill. Num daqueles momentos que você tem vontade de trucidar uma pessoa – Quem suporta a Lorena? – Sookie recebe uma ligação por telefone do seu namorado seqüestrado dizendo que não quer que ela o procure mais. Frio, ardiloso e rápido. Uhhh. Mas como a loirinha de dama indefesa não tem nada, ela decide continuar assim mesma, e ao descobrir pela Irmã de Alcides que a festa de noivado de Deb é na verdade, um ritual de iniciação dela no grupo de lobisomens viciados em V, arquiteta um plano James Bondiano. E hey, quem nunca queria ver Sookie em um visual mais bad girl, huh? Hahahaha.
Mais do que isso, a festinha de noivado nos mostra uma grande surpresa: Vampiros e lobisomens se dando bem! Ou melhor, um vampiro comandando uma legião de lobinhos. Tsc, tsc... Esse sangue de vampiro deve ser dorga boa, huh? E aparentemente há ainda muita coisa por trás disso. Os personagens dos lobisomens realmente fazem o semblante que imaginaria fortes, brutos, grossos... Até as mulheres! Mas ainda não sabemos se garotas também podem ser lobos, já que não foi mostrado no episódio diretamente.
Quanto aos outros personagens, as tramas se desenrolam estritamente separadas, praticamente fazendo a terceira temporada de True Blood virar cinco tramas ao mesmo tempo: Sookie e Alcides, Bill seqüestrado, Eric e Pam, Tara e o vampiro do mal, e os personagens do Merlotte’s. Não sei ainda se isso é uma coisa boa ou ruim, desconstruir a organização de True Blood tanto assim, mas ainda não vi pontos realmente negativos nisso.
Eric passa por um momento muito tenso para os seus mil anos de vivência. Paixão. E pior ainda... Por uma humana. E na cena do delírio do vampiro com a vitaminada Sookie – que belo corpo, Anna! – vemos o quanto é compreensível a quantidade de fãs do Team Eric. E somado a distração dele, um novo problema surge no seu universo profissional: O magistério descobriu que vossa Majestade é uma rede de tráfico de V. É incrível ver o quanto eles REALMENTE criaram um universo vampiro alternativo, colocando até DEFEITOS político-sociais em sua formação com algo tão reconhecidamente humano – o tráfico de drogas. E o que dizer mais? Pobre Pam, será que eles irão quebrar mais um sapato dela?
Tara parece um imã para caras errados, fala sério! A mulher simplesmente tropeça no perigo e pior que eu me identifico muito com isso, hahahaha! Apesar de que não sabemos exatamente o que o vampiro está em busca, com certeza é algo pros lados da Sookie. Bill se mantém em sua tristeza e o grande destaque é em sua cena final, no qual ele percebe que aos poucos, volta a sua origem carnal e monstruosa de um vampiro sem coração. O sangue caindo pela fresta da limosine deu um clima realmente dark e o acabamento na atuação de todos os três atores foram perfeitos. Minha cena preferida do episódio provavelmente.
Já o Merlotte’s se divide em vários pequenos casinhos, de a família PODRE do Sam da tensão entre Jason Stackhouse e o xerife, ou deveria dizer, a chantagem? Essa parte da trama, se devo comentar, é a mais whatever de todas – Em meio a densidade em que estão as outras, essa perde levemente o brilho. Mas não chegam nem PERTO de ser ruim, claro. True Blood apresenta um roteiro bruscamente refinado e é difícil, ao meu olhar amador, realmente analizar algo tão bem construído como a criação de Alan Ball. Então não se surpreenda se as reviews não passarem de 509685094 maneiras de elogiar esse seriado e apontar ligeiros e mínimos defeitos da trama. Mas nada que vai fazer você parar de ver essa obra-prima do clássico dos vampiros do séc. XXI.