O que dizer? Decepção, caso tedioso, decepção, personagens chatos, decepção, muitos minutos de tédio, decepção e... O que mais mesmo? Ah sim, decepção. Mas porque ser tão direto assim desde o começo do texto? Oras, porque quando você tem um pilot tão bem construído, cheio de boas referências e qualidade como Rookie Blue teve e, já no segundo episódio, a qualidade já cai consideravelmente... Bem, você fica um tanto puto, se me permite ser um pouco mais vulgar. A audiência já tropeçou de 7.25* para 6.84 e mesmo sendo uma leve caída não me surpreenderia se a situação piorasse um pouco mais no próximo episódio. Isso claro, se o roteiro não der um up e voltar pra o que a premissa havia TÃO SÁBIAMENTE prometido.
Mas bem, chega de introduzir a review tão cabisbaixamente assim, até porque o episódio não foi RUIM, mas sim broxante se comparado com o anterior. Vou logo pros pontos negativos antes de tentar melhorar a pintura que estou fazendo da coisa, hahahaha. Antes de qualquer coisa, parece que simplesmente sumiram com a abordagem “narração em OFF” e “prólogal” que ajudava muito a manter a série excitante. Simplesmente NEM pareceu que aquele era o segundo dia de trabalho deles! Não tentaram colocar mais problemas pessoais pra eles, não estenderam a lapidação das personalidades de cada um - algo ESSENCIAL para a futura identificação do público com o seriado - e tirando pequenas e mínimas referências de que ainda estavam se adaptando, a rotina dos 4 policiais foi... Como a de qualquer episódio de série policial. O que, venhamos e convenhamos, é a meta que QUALQUER programa do gênero hoje em dia deve seguir.
O cliffhanger foi simples: Uma informante que deve ser mantida em segurança de um mafioso perigoso. Os tutores foram trocados, e como o Sam voltou para largou o trabalho de policial em disfarce, voltou a ser submetido às ruas e sua parceira novata... Quem mais do que sua nova rixa Andy McNally? Apesar de uma idéia esperada, porém aceitável, conseguiram NÃO trabalhar bem com isso também, acelerando o relacionamento e... OMG, adivinhem só, eles já QUASE se beijaram no segundo episódio! Que romântico!... Not. Mas para não dizer que foi uma shit a química Andy/Sam, ambos tem potencial interpretativo e são disparadamente os melhores atores dali.
E... Err, isso foi o mais importante do episódio. Espera... Estou esquecendo alguma coisa! Hmmmm... Ai está quase chegando... Lembrei! HÁ OS OUTROS TRÊS POLICIAIS NA TRAMA. A gente esquece tanto deles já que o enredo parece escrito às pressas e completamente sem emoção. Bem, um sofreu por ter complexo de ser nanico – Dov Epstein – e prendeu o traficante da cobra na testa usando o tapão nas orelhas. Mas ai a Gail roubou seu traficante, já que é a mais traiçoeira de todas. Já o Chris continuou sendo o manual de instruções do grupo e a Traci simplesmente rodopiou com o namoradinho dela que a favorece por ser um detetive. Tédio, tédio, tédio.
Qual o ponto que eu quero chegar? Simplesmente que a trama se desestruturou completamente em Mercury Retrogade, perdendo boa parte do que havia de atrativo em Fresh Paint. Parece que mudaram o roteirista de um episódio pra o outro, e Rookie Blue virou “Série de casos policiais genéricos”. E por mais que ainda continue sendo algo assistível, lhe dá um pouco de pena dos 40 minutos que poderia ter passado, não sei, limpando seu quarto talvez?

Passando por aqui para xeretar, baby!
ResponderExcluirEstava lendo seus textos e sabe, mesmo sem assitir nenhuma destas séries, da vontade de assiti-las com seus comentários. Tem talento para este tipo de escrita também!
Eita mundo injusto, o cara escreve bem ficção e texto "jornalistico".. HAHAHA
Bom, boa semana e até coração.
Tipo. Toda série é assim,vc cria espectativas e se decepciona.No meu caso não deu nem tempo,não gosto de ler os comentários antes de assistir para não me influenciar.
ResponderExcluirMas gostei,o segredo é assistir sem esperar muito...porque tropeços acontecem...abraço!