segunda-feira, 12 de julho de 2010

[REVIEW] Rookie Blue - Mercury Retrograde

      
      
    O que dizer? Decepção, caso tedioso, decepção, personagens chatos, decepção, muitos minutos de tédio, decepção e... O que mais mesmo? Ah sim, decepção. Mas porque ser tão direto assim desde o começo do texto? Oras, porque quando você tem um pilot tão bem construído, cheio de boas referências e qualidade como Rookie Blue teve e, já no segundo episódio, a qualidade já cai consideravelmente... Bem, você fica um tanto puto, se me permite ser um pouco mais vulgar. A audiência já tropeçou de 7.25* para 6.84 e mesmo sendo uma  leve caída não me surpreenderia se a situação piorasse um pouco mais no próximo episódio. Isso claro, se o roteiro não der um up e voltar pra o que a premissa havia TÃO SÁBIAMENTE prometido.
      Mas bem, chega de introduzir a review tão cabisbaixamente assim, até porque o episódio não foi RUIM, mas sim broxante se comparado com o anterior. Vou logo pros pontos negativos antes de tentar melhorar a pintura que estou fazendo da coisa, hahahaha. Antes de qualquer coisa, parece que simplesmente sumiram com a abordagem “narração em OFF” e “prólogal” que ajudava muito a manter a série excitante. Simplesmente NEM pareceu que aquele era o segundo dia de trabalho deles! Não tentaram colocar mais problemas pessoais pra eles, não estenderam a lapidação das personalidades de cada um - algo ESSENCIAL para a futura identificação do público com o seriado - e tirando pequenas e mínimas referências de que ainda estavam se adaptando, a rotina dos 4 policiais foi... Como a de qualquer episódio de série policial. O que, venhamos e convenhamos, é a meta que QUALQUER programa do gênero hoje em dia deve seguir.
                O cliffhanger foi simples: Uma informante que deve ser mantida em segurança de um mafioso perigoso. Os tutores foram trocados, e como o Sam voltou para largou o trabalho de policial em disfarce, voltou a ser submetido às ruas e sua parceira novata... Quem mais do que sua nova rixa Andy McNally? Apesar de uma idéia esperada, porém aceitável, conseguiram NÃO trabalhar bem com isso também, acelerando o relacionamento e... OMG, adivinhem só, eles já QUASE se beijaram no segundo episódio! Que romântico!... Not. Mas para não dizer que foi uma shit a química Andy/Sam, ambos tem potencial  interpretativo e são disparadamente os melhores atores dali.
               E... Err, isso foi o mais importante do episódio. Espera... Estou esquecendo alguma coisa! Hmmmm... Ai está quase chegando... Lembrei! HÁ OS OUTROS TRÊS POLICIAIS NA TRAMA. A gente esquece tanto deles já que o enredo parece escrito às pressas e completamente sem emoção. Bem, um sofreu por ter complexo de ser nanico – Dov Epstein – e prendeu o traficante da cobra na testa usando o tapão nas orelhas. Mas ai a Gail roubou seu traficante, já que é a mais traiçoeira de todas. Já o Chris continuou sendo o manual de instruções do grupo e a Traci simplesmente rodopiou com o namoradinho dela que a favorece por ser um detetive. Tédio, tédio, tédio.
                        Qual o ponto que eu quero chegar? Simplesmente que a trama se desestruturou completamente em Mercury Retrogade, perdendo boa parte do que havia de atrativo em Fresh Paint. Parece que mudaram o roteirista de um episódio pra o outro, e Rookie Blue virou “Série de casos policiais genéricos”.  E por mais que ainda continue sendo algo assistível, lhe dá um pouco de pena dos 40 minutos que poderia ter passado, não sei, limpando seu quarto talvez?

2 comentários:

  1. Passando por aqui para xeretar, baby!
    Estava lendo seus textos e sabe, mesmo sem assitir nenhuma destas séries, da vontade de assiti-las com seus comentários. Tem talento para este tipo de escrita também!
    Eita mundo injusto, o cara escreve bem ficção e texto "jornalistico".. HAHAHA
    Bom, boa semana e até coração.

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  2. Tipo. Toda série é assim,vc cria espectativas e se decepciona.No meu caso não deu nem tempo,não gosto de ler os comentários antes de assistir para não me influenciar.
    Mas gostei,o segredo é assistir sem esperar muito...porque tropeços acontecem...abraço!

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