sábado, 17 de julho de 2010

[REVIEW] Persons Unknown. - Incoming.



      Há um lobo em mim, presas apontando para as feridas dilaceradas. Uma língua vermelha na carne crua e lambendo o sangue quente. Mantenho esse lobo porque a insensatez me deu. E a insensatez não o deixará ir embora. Há um babuíno em mim, garras clementes, cara de cachorro, balbuciando que o idiota está com fome.  Tenho um zoológico. Tenho uma  jaula no meu... “Porque sou o guardião do zoológico, eu digo sim e não, canto e mato, amo meu trabalho.” - Carl Sandburg.  
     Começo filosófico para mais um episódio de Persons Unknown. Principalmente quando uma nota de análise jaz enquanto o “guardião do zoológico” vigia cada um dos seus animaizinhos recitando poesias. Janet, Graham, Moira, Charlie... Um lobo em frente a desordem, com uma ira insensata e completamente incontrolável escondida dentro de si. Logo foca em Liam, o qual o japonês misterioso  continua a divagar, falando sobre um babuíno, perceptivelmente inseguro e estupidificado, se exasperando em busca de atenção. Seria uma conexão há cada personagem? Um simples jogo imagem – palavras talvez. Indo um pouco mais longe, seria a cidade um “campo de teste”, onde o que é que esteja por traz disso apenas busca reações de cada um de seus experimentos, seus ratinhos de laboratório, em busca de certa meta ainda não explicada?
    Mas não vamos perder tempo em apenas os primeiros 3 minutos do episódio. Incoming finalmente - parece que todo mundo estava esperando por esse momento Jogos Mortais! – mata um de seus “participantes”: A loirinha (Sempre quem morre primeiro em filme de terror? A loira burra. Ignore esse comentário, hahahahahaha! ) Tori.  E com um jogo de manipulação de imagem à lá ditadura militar, Moira foi levada a acreditar que Tori ainda estava viva e ti voltou para seu pai.  Na verdade, Moira mais uma vez se revela como uma das personagens mais sagazes entre todos. Analisa as informações, faz quadros de investigações CSI em seu quarto e finalmente, suspeitou de Joe e suas desaparecidas misteriosas... Tudo sem perder a pose de personagem inofensiva.  
      Falando em capacidade de  ser ofensivo, diz o ditado que o que se perde, se ganha. E com a ida de Tori, uma  nova personagem foi jogada na trama e ela não poderia ser mais perigosa: Tatuagens de prisão, porte musculoso, olhar intenso... Erika é a mais nova presa na cidade. E sinceramente? Ela já me conquistou como sendo minha personagem preferida. Conseguiu quebrar o já extremamente entediante clima morno de chove-não-molha que PU tinha caído nos últimos episódios. Correu como se estivesse em liquidação da C&A, com habilidades físicas surpreendentes – Close nos golpes que ela deu em Liam, quem não riu daquilo? Merecido! – até ficar presa em um cofre de banco com Janet. No qual a cena mais tensa do episódio aconteceu: Uma conversa entra Janet e Erika. Em um começo primeiramente assassino, revela-se que Erika também é uma mãe. E logo acontece aquele momento de aproximação entre as duas, como a famosa ligação que as mulheres que são mães costumam ter. Palmas para a a atriz Kandyse McClure, que mostra uma personagem aparentemente bem aprofundada e, provavelmente, uma das mais “acreditáveis” do grupo.
      Uma amizade entre Erika e Janet, Graham e Moira discutindo sobre Joe, Liam cada vez mais sendo excluído socialmente do grupo. ... Quais serão os próximos passos da série? Com certeza as novas reviravoltas ajudaram a reavivar a trama, aumentando a velocidade do decorrer dos fatos e, principalmente acordar o telespectador do coma que estava jogado anteriormente. E você, quais são suas novas apostas? O zoológico está aberto.

P.S: Eu não falei na trama “o lado de fora” simplesmente pela falta de interesse mesmo. Os fatos que acontecem por lá, tem ápices um tanto esperados, como o de que o pai de Tori sabia da existência dessa organização ou o encontro do ex-marido de Janet com a filha. Mas nada que exija muitas explicações.

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