quarta-feira, 28 de julho de 2010

[REVIEW] Mad Men 4x01: Public Relations.

  Depois do season finale - e também na minha visão o melhor e mais emocionante episódio de Mad Men já escrito, "Shut the door. Have a seat." Mad Men voltou domingo dia 25 com a quarta temporada, e voltou não exatamente onde parou - a impressão é que eles fizeram alguns progressos enquanto estavamos esperando eles voltarem. É dia de ação de graças, em 1964. Don Draper tem um apartamento absurdamente escuro onde ele mora agora que não está mais com a Betty, que está tentando se adaptar a família não muito receptiva de seu novo marido. Ter uma filha rebelde que quer o pai de volta também não ajuda. A nova agência de publicidade que eles formaram tem só um andar, o que gera inúmeras piadas ao longo do episódio e, basicamente o que vemos é que eles estão lutando para se acostumar com o fato de que, agora, ser criativo não é tudo, é preciso cuidar do ORÇAMENTO limitado.
 Don Draper se acha o biscoitão do pacote e torna isso muito difícil, principalmente ao perder a oportunidade de se promover e promover a empresa em um artigo de jornal que tentam escrever sobre ele mas que ele não colabora com informações, afinal, Don Draper - e nós sabemos - não fala sobre sí já que ele é do meio-oeste. (e não é Don Draper, e sim Dick Whitman. tem isso também)



Há alguns personagens novos, funcionários da empresa em sua maioria, que parecem muito simpáticos e não chamam a atenção negativamente como personagens novos geralmente fazem. A nossa - minha, ao menos - reação de "Você não era dai e eu não gosto de você" não acontece. Todos parecem bastante simpáticos e convincentes. E há um encontro que Roger arruma pra Don com uma mulher que não poderia ser mais parecida com a Betty. Se Don Draper realmente continuar saindo com essa mulher, a menos que ela se mostre ser inteiramente diferente do que ela aparenta ser, teremos Betty 2.0 - A missão.

  Peggy mais uma vez mostra que ela tem talento pra publicidade, é criativa e pensa como publicitária das melhores, o que Pete tem talento para - além de fazer um social - botar tais idéias em prática ainda que elas sejam contra os ideais de Draper.

No caso a idéia foi contratar atrizes para brigar por um presuntão, ir parar no jornal, e promover o produto. Draper aprova? não. Funciona? bom, sim. Alguém mais ficou pensando como seria o gosto daquele apresuntado de latão chamado Sugarberry?




Uma das minhas personagens preferidas, a secretária Joan, volta em poucas cenas, mas como sempre foi. Discreta, MUITO boa no que faz e meio que sem querer, afinal o que ela realmente tem em mente é ter uma linda família.

 Uma das coisas que percebemos sobre Joan é que ela, diferentemente da Peggy, é boa no que faz sem precisar lutar por uma posição ou demonstrar eficiencia. Ela simplesmente é indispensável, casualmente, porque no fundo as ambições dela não estão na agência. É aquela velha história do "Eu sou boa em algo mas quero outra coisa, o que me torna melhor ainda já que eu não sou desesperada pra subir no emprego."

Sem contar que ela é absurdamente linda e charmosa. Estaria ela bem com aquele horrível médico incompetente que não percebe o quanto ele tem sorte da Joan gostar dele? Tenho minhas dúvidas depois de ela ter jogado aquele vaso (ou era uma garrafa?) na cabeça dele.




 Para terminar, Public Relations é sobre, bom, Relações Publicas. Ou a completa falta de tato de Don Draper com as relações publicas, e os esforços que ele estará disposto a fazer agora que tais relações são essenciais para a existência da agência. E que venha o próximo episódio!

Um comentário:

  1. Senti uma melancolia fortíssima nas cenas do Don se arrumando para sair, no seu novo e escuro apartamento. Que diferença da casa deles, onde tudo estava sempre tão ensolarado e cheio de cores; foi muito bem planejado. E quando ele e a Betty se encontraram, parecia até que ela estava esperando um beijinho na testa também, hehe.
    Amei, Pat <3
    Tamie

    PS.: dá pra abrir a opção nome/url aqui nos comentários? obrigada :D

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