terça-feira, 6 de julho de 2010

[REVIEW] Pretty Little Liars - Can You Hear Me Now?


            

         A- é onipotente, onisciente e onipresente, bitches. “Can You Hear Me Now?”,  o quarto episódio da mais nova série Gossip Girlish da ABC Family mostra o quanto a suposta Allison tem o poder em suas mãos. Mas antes, vamos aos fatos: Apesar da caída deste último episódio, PLL tem atingido ótimos números na audiência do canal: 2,47*, 2,48, 2,74 e, agora, 2,09. Apesar de um tanto instável, são bons  e consideráveis números para o canal. Aparentemente, a tentativa da ABC Family em apostar em um seriado teen um pouco mais provocante e trash (e não digo pejorativamente), algo muito mais The CW do que suas manjadas tramas familiares e politicamente corretas. Ponto pela ousadia.
       Mas apesar da leve declinada, o episódio não desapontou tanto assim. Cada vez mais, as quatro amigas parecem voltar aos velhos tempos e se reunirem para lidar com a situação ardilosa. Mas ainda assim, continuam a ver o problema muito externamente, colocando-o como algo medíocre e subestimando a capacidade do inimigo. Sério, garotas, realmente acham que bloquear mensagens de texto de anônimos vai sanar o problema? E quando é que já isso funcionou? Ninguém vê filme de serial killer mais hoje em dia? Risível. Mas tudo bem, já que “A-” não deixaria Aria, Hannah, Spencer e Emily sem aprender essa lição primordial do episódio: “Eu não sou assim tão fácil, vadias.”
      O drama, porém, é mais complexo que isso na vida das belas mentirosas de Rosewood. Aria continua a se aproximar do seu “affair-to-remember” Mr.Fitz, o professor mais cobiçado do colégio, e por mais que algumas briguinhas entre ambos soem um tanto “sério que eles brigaram por isso?”, é interessante notar a química entre os atores Lucy Hale e Ian Harding. Você acredita naquela intensa troca de olhares que eles lançam seja na escola ou no apartamento dele – que safadinha essa Aria, já até entrando na casa do macho! – Ou enquanto estão descontraídos comendo comida requentada. Mas que a menininha é apressada, isso é fato! Não me surpreenderia se no próximo episódio, ela já aparecesse na cama do professor! Tsc tsc... Essa nova geração... (Detalhe: O autor da review tem apenas 18 anos, hahahaha!)
      Ashley Benson, provavelmente a melhor atriz do grupo de elenco principal, surpreende mais com a sua personagem Hanna que, ao meu singelo ver, é a mais problemática. Cleptomania, traumas com o corpo, valores duvidosos, pai ausente, mãe... Bem, um só adjetivo não se encaixa nesse ser. Close na cena entre ela e a Spencer, que quase passa em branco se não visto por um olhar clínico: Hanna em frente ao espelho, trocando roupas e pergunta se a amiga a espiou. Spencer nega, e, pela expressão de Hanna, é possível ver o quanto sua auto-estima é inexistente, e o quanto ela luta com seu perfeccionismo. Não me surpreenderia se daqui há alguns episódios, o tema anorexia pulasse em alguma fala. Tirando isso, a aparição de uma madrasta e irmãzinha por parte de pai para a loirinha mostra que ainda tem muito drama a ser jogado na lenha.
      Enquanto isso, Emily vive o momento shakespeariano de sua vida: Ser ou não ser, eis a questão. Normalmente, eu gosto de quando temos a homossexualidade tratada em uma série, mais algo soa tão superficial neste casal lésbico. Toda essa bajulação de presentinhos, fotinhos na máquina, dormir na mesma cama... Deus, elas não, tipo, ACABARAM de se conhecer? Hello! Eu não duvido nada que isso seja só fogo inicial da personagem e uma tentativa fail de arrebatar audiência e que o irmão de Jenna consiga conquistar seu coraçãozinho aventureiro e... Yummy.
      Já Spencer, que aparentemente TODOS detestam, é simplesmente a minha personagem FAVORITA. Sim! Talvez por eu me identificar muito com aquele amor de família, e com o seu caráter de “lutar para sempre ser a melhor” e principalmente porque eu descobri o quanto amo odiar aquela irmã dela. Sinceramente, já vi najas menos venenosas. Agora que o charmoso Wren e seu sotaque britânico (Ownti!)voltaram por ela, espero que consigamos ver a pobre Spencer mais solta. Um sossego daquele inferno de mão, pai, cachorro, papagaio... Credo!
      Pretty Little Liars continua firme e forte. E apesar de algumas tramas mais vigentes terem sido deixadas de lado, como a Jenna thing e claro, a investigação em si, focar nos dramas pessoais das meninas talvez tenha sido uma boa jogada de familiarização com os personagens. O que esperar em seguida? Que pergunta. No mundo de Pretty Little Liars, só “A-“ desvenda as respostas... E qual será a próxima verdade escancarada? Que os SMS’s revelem.

 
*(média em milhões de telespectadores.)

Um comentário:

  1. Sério que a maioria do pessoal odeia a Spencer? (eu até tinha entrado em uma comunidade logo que foi exibido o piloto, mas renomearam e aí nada de comentários sobre os episódios --'), enfim... é minha favorita também, gostei dela desde o começo ^^

    e parabéns pelo olho clínico, hahaha
    nem me passou pela cabeça analisar a Hanna na frente do espelho, rs.

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