sábado, 10 de julho de 2010

[REVIEW] Pretty Little Liars - Reality Bites Me

       
         
Parece que mandar mensagens ardilosas não é mais o suficiente para A-. Câmeras escondidas, provas de relacionamentos proibidos, fotos sexualmente comprometedoras... “Reality Bites Me” coloca a pequena fofoqueira fazendo aquilo que desde o começo ela ameaçava: Manipular a vida de cada uma das meninas. E ver-la sendo um pouco mais ativa dentro do decorrer dos fatos pode ajudar muito a trama a quebrar um pouco essas comparações com Gossip Girl que tem ganhado força no público jovem. Afinal, A- é mais do que uma espécie de narradora onisciente - Ela é uma personagem realmente envolvida dentro de tudo.  E nada como reviravoltas pra quebrar todos os estereótipos que tínhamos como verdadeiros, não é?
       Primeiro vamos à pergunta que não quer calar: Jenna está realmente cega? Suspeito é pouco aquela ceninha do batom no elevador, afinal porque ela precisou ir para frente, erguer um pouco a cabeça e manusear o acessório com tanta precisão. Isso sem contar com o fato dela ter adivinhado que havia uma pessoa no elevador. Mesmo que ela tivesse ouvido a respiração de Hanna e, quem sabe, pressuposto que não estava sozinha ali, como ela faria aquela pergunta pra um estranho em potencial? Não seria um pouco ousado demais? Mas isso é apenas um fato estranho, pois não podemos ignorar que a ceguinha tem uma personalidade irreverente. Então não é impossível que tudo aquilo realmente tenha sido coincidência.  
     Quanto ao fato de que ela faz psicoterapia, não é uma grande surpresa como fizeram na cena. Afinal, Hello? Ficar cega de repente, em um acidente “possivelmente” proposital com certeza mexeu com seus neurônios.  Tirando as investigações em Jenna, Hanna parece ainda ter chances em reconquistar o namorado santo “vou-casar-virgem” dela, o que é totalmente whatever pra mim se querem saber. Sério, que casalzinho sem sal! Logo a mais espevitada do grupo tem o peguete mais insuportável e realmente com indícios de que é homossexual? Espero que coloquem mais pimenta nesse acarajé insosso.
     Agora, quem teve uma verdadeira animada em seus draminhas pessoais foi a Emily. Com uma verdadeira desaparição por todo o episódio da “mais-do-que-BFF” Maya, Em se envolve mais com o irmão de Jenna. E tenho que dizer que  ator que faz esse garoto perturbado realmente tem o look certo pro papel! O cabelo bagunçado contrastando com os olhos de um azul lívido totalmente convencem, e a química entre ele e Emily é tão boa quanto à dela com Maya (apesar de eu já deixar claro aqui que acho esse romancezinho muito forçado).  E isso nos leva a revelação que A- fez para Hanna sobre a dita sexualidade da amiga – Oops! Parece que as coisas vão começar a espalhar agora. É interessante notar como ultimamente a mídia americana tem trabalhado com a homossexualidade de uma forma tão... Indiferente. Hanna aceita a amiga sem esforços e não é só em Pretty Little Liars que já podemos ver isso não: Grey’s Anatomy, Desperate Housewives, Gossip Girl... Todos apresentam personagens gays  e são tratados com tanta normalidade no roteiro que chega a parecer que apresentam universos paralelos e utópicos. Ponto positivo ou negativo?
     Aria e o professorzinho têm um começo romântico no episódio, com eles se expondo mais para o mundo ao saírem para um bar juntos e encontrando um amigo de faculdade de Ezra. As cenas com os dois são leves – bem mais agradáveis do que a chatice daquelas briguinhas sem sentido do episódio anterior – e o choque final em que Ezra descobre sobre A- realmente veio no momento certo. Quanto ao relacionamento entre os pais de Aria, nada que mereça muito destaque (apesar da cena final dos dois irmãos comendo no quarto o jantar enquanto a casa está num daqueles momentos tensos típicos de casais em processo de separação tenha o seu valor).
    Spencer, Spencer, Spencer... Alguém mais tem percebido que essa garota pega tudo e TODOS? Sua lista já conta com dois namorados (um deles noivo) da irmã, e enquanto ainda tá com rolinho com o Wren, ainda inventa de sair com o garoto do tênis! E todo mundo pensando que ela era a mais quietinha, não é? Hahahaha! Pena que o seu relacionamento com o pai não seja de tanto sucesso assim. O cara é um verdadeiro workaholic egoísta e quanto mais ela tenta ser a filha perfeita, mas ele se revela um péssimo pai. E roubar uma redação para ganhar um prêmio realmente não é muito diferente de forjar uma partida pra ganhar respeito de alguém. A cara de tacho dele no final dá vontade de gritar de prazer e dançar rebolation – Não.
    No geral, foi um episódio acima da média e que retomou aos trilhos da trama principal, a qual deu uma paradinha no episódio anterior. Pretty Little Liars parece manter sempre uma boa média de qualidade e não é a toa que sua audiência atinja níveis satisfatórios e não decepcione os adoradores dos livros da Sarah Shepard. A história tem tudo pra seguir um ritmo legal, alavancar fãs e tornar a nova melhor série teen estável da ABC Family.

2 comentários:

  1. Seus reviews de pretty little liars são bem legais, parabéns.

    Concordo com tudo, só não tanto com as questões da sexualidade de Emily que você comentou nesse e no review do s01e04. Devia ter comentado no review do ep 4, mas estava ocupada com a facul.
    Primeiro, eu não sou gay. Falo isso só para esse texto não parecer uma garota gay vindo em defesa da personagem gay.
    Enfim, sobre Emily, não acho que seja só fogo da personagem, porque essa dúvida que a própria personagem tinha sobre a sua sexualidade já estava presente há pelo menos um ano, quando Alison estava viva — é só lembrar que Emily e Ali já se pegaram, e também teve um comentário que Ali fez que Emily tinha gostado "até demais" do clip novo de Beyonce (comentário que fez Em ficar sem graça). Não estou dizendo que ela é lésbica, Em pode muito bem ser bissexual, mas a dúvida que ela mesma tem e os sentimentos "diferentes" por outras garotas já estão lá há muito tempo e já tomaram uma dimensão que eu acho que não dá mais pra voltar atrás e dizer simplesmente que ela tava confusa e que na verdade é completamente hétero — aliás, que dar, dá, mas seria apenas por covardia dos produtores ou por rejeição da audiência, mas iria contrariar a lógica emocional (se é que isso faz sentido) da narrativa.
    Sobre os "sentimentos" entre Emily e Maya serem muito repentinos, até forçados, pode até ser, mas todos não são? Quero dizer, todos os casais em seriados, principalmente teen, se conhecem num dia e 10 minutos depois já estão perdidamente apaixonados.
    Sobre Hanna aceitar numa boa a sexualidade de Emily, não sei se é assim na sociedade americana, mas eu achei super normal. Reagiria assim também. Hanna já conhece Em, sabe a pessoa que ela é (e vamos combinar que ela é a mais "boazinha" das garotas), ela não mudou só porque beijou Maya (aliás, foi só um selinho, e em um photobooth, eu sinceramente ia achar que elas estavam só pousando para foto, nem ia pensar que tinha algo rolando só por isso. ingênua, eu sei). Pra que fazer escândalo ou "ficar de mal" só por isso? Se ela pelo menos fosse parente de Emily, eu endenderia uma reação adversa — porque quando é dentro da família da gente a coisa muda de figura, as pessoas são mesmo assim hipócritas. Bom, vai ver estou sendo ingênua de novo e vai ver a maioria das pessoas não reagiriam como Hanna e eu, e você está certo sobre ser utopia. Na verdade, não sei.

    Continue postando os reviews, venho sempre aqui quando tem ep novo pra ver seu comentário =)

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  2. Veja bem eu não tinha nada pra fazer domingo a noite, ai fui ver.Você me fez ver essa série =D por causa da sua review! eu AINDA a acho muito forçada, mas ah, é chicklit e entretenimento leve, só espero que os roteiristas saibam as respostas e não apenas fiquem criando coisas e depois tentem resolver NAS COXAS /marta como muito seriado faz.
    é a Pat =*

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